Olá amigos, venho aqui mais uma vez para compartilhar minha alegria em receber esta média em meu "CERTIFICADO DE COEFICIENTE DE RENDIMENTO (C.R.)", onde foi calculado 9.15.
Só tenho a agradecer pela força! Isso é muito importante para mim, significa meu crescimento intelectual e profissional!
Venho aqui compartilhar com vocês, queridíssimos amigos e seguidores, uma análise que fiz no dia 03/04/2012, á caminho do trabalho ouvindo músicas. Quando tocou uma música do Zé Ramalho, ADMIRÁVEL GADO NOVO, e comecei analisar a letra da música.
Segue abaixo a análise e a música:
ANÁLISE:
O gado somos nós, vivemos alinhados, obrigados a consumir e viver como a sociedade quer, somos moldados, nos ensina a nos conformar e não nos permite ser diferente. Não é lucro para o governo que todos tenham conhecimentos suficientes para optar por uma educação digna, eles não nos querem sabidos.
E a mídia não fica por fora, quase sempre na TV Brasileira não se vê algo construtivo, principalmente no domingo quando o trabalhador folga, para que ele ache que é melhor voltar a trabalhar, você acha que isso é à toa? Tudo está calculado. Burrice pensar que a escravidão acabou. Hoje são escravizadas todas as raças.
A grande verdade é que a TV só nos emburrece mais. Infelizmente esta é a política do nosso país.
Andreia Martins.
Letra da música: http://letras.terra.com.br/ze-ramalho/49361/
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Abaixo comentários feitos na minha página do facebook:
Adriana Candida SouzaEles podem até tentar, porém temos que ser fortes e conscientes e utikizar essa nossa capacidade de enxergar além para fazermos outros enxergarem também, adorei as palavras estas escrevendo cada vez melhor!
Kleber LopesO que eu tenho pra falar?rss Deinha esta música não é do teu tempo.rsss
Willian Veríssimosimplesmente retrata a eterna luta do bem contra o mal, o povo massacrado, sufocado e explorado por uma minoria que tem o poder nas mãos e usa para angariar todos os tipos de benefícios em prol de desejos fúteis e por mais que façamos para mudar a mentalidade da sociedade, nunca chegaremos a um pleno, justo e honesto tratamento isométrico, por aqueles que deveriam primar pelo bem estar de todos os indivíduos de uma sociedade... e nunca! haverá equilíbrio entre as forças que regem este mundo... » A arca de Noé e o dirigivel, não voam e nem se podem flutuar! « (o passado não move o futuro, mas deixa exemplos do que não devemos repetir) by Willian Veríssimo, que a força esteja com vc!
Andreia MartinsA mesma ideia é retratada no livro O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, que agora não me recordo o nome do autor, e na música ADMIRÁVEL CHIP NOVO da Pitty. Muito interessante, percebemos sua intertextualidade sutil e precisa , percebemos também que essas obras foram escritas em épocas diferentes, da para escrever umas monografia só sobre isso rs, esse tema é muito abrangente, engloba muitos outros assuntos conectivos, muito legal!
Kleber Lopesintertextualidade?????? Deinha tu é mt chique.rss
Djalma PessataSó tenho a acrescentar é que na época em que o Zé compôs esse texto, o gado ainda era novo. O gado já está velho e não toma juízo...
Andreia MartinsA questão de saber selecionar os canais é tão mais importante quanto as escolhas corretas de canais e programas adequados principalmente para crianças, onde estas estão em desenvolvimento, aprendendo com mais facilidade, isto devido a famosa educação "indireta", o que ela ver ao seu redor, passando a imitar e ficar para sempre. Não deixando-as com mentes atrofiadas, mundo pequeno, criando vícios, e não apredendo o quanto é importante o costume da leitura, e assim não exercitar a mente desta forma e de outras também construtivas.
Kleber LopesMinha queridissima deinha.Tudo em nossas vidas são escolhas.Se tomamos as erradas pagaremos um preço por isto.bjs
Andreia MartinsAs escolhas corretas devem favorecer a educação, nosso país e os brasileiros precisam muitooo!
Otavio Apenascontente com seu entendimento,tv estilo fast food,ñ tinha parada pra perceber isso
Otavio Apenaspercebi pelos comentarios e entendimento q somos de acordo com a musica marcados,monitorados,controlados,etc.. nem se quer ligamos,"somos touro marcado,touro feliz",mesmo agora nas redes socias,jornais,etc.. ñ temos voz,como um gado novo,imaturo,PRECISAMOS DE MATURIDADE PARA TERMOS A TÃO SONHADA LIBERDADE,QUANDO digo nós,digo este país BRASIL.O negocio é tão profundo q se for pra dizer tudo vai virar livro
Andreia MartinsÉ verdade amigo, o brasileiro deve amadurecer, foi como meu amigo Djalma falou, o gado está velho e nao toma juizo!!!
Otavio Apenassrsrsr faz sentido,as pessoas passam a conhecer seus direitos mas parecem ter medo,ou mesmo vergonha de exigi-lo
Andreia MartinsNa verdade não temos coragem de ser diferente, pois a sociedade nos molda, ela nos quer assim...e quando podemos lutar por nossos direitos, até mesmo pequenos detalhes, deixamos pra lá, pois já estamos cansados de um duro dia de trabalho, e o tempo passa e nada acontece...
Otavio Apenasé .... qnd brigamos por nossos direitos,sempre tem alguém q diz vc ñ tem educação,isso ñ vai dar em nada,deixa,ñ importa,vc é melhor q isso.É... o comodismo parece estar no sangue do povo brasileiro,mas há uma nação dentro dessa q já passa a ter voz,esse somos nós,jovens universitários,o ruim é q ninguém ouve,ninguém quer ouvir;
Andreia MartinsVocê tem mais do que toda razão, os brasileiros estão acomodados! E nós jovens temos que mudar isso, e fazer com que todos passem a nos ouvir!
Otavio ApenasESPERO q qnd nos ouçam ñ seja tarde,o governo já percebeu o nosso ruido,e,vem com leis para tirar a liberdade dos internaltas,já está sendo votado no planalto a SOPA brasileira e nos EUA SOPA2.0 fora CIPA,etc...ñ temos muito tempo até nossos sons ñ passarem de ruido,somente o q o governo ñ sabe é q somos contagiosos,e brasileiros,mesmo q sem net,teriamos outros meios de nos comunicar.
Andreia MartinsHoje o brasileiro não tem mais o costume de ler e escrever, tudo está muito informatizado, pouca disciplina, as pessoas estão ficando com letras feias rs! E o brasil cada vez mais ignorante!
Otavio Apenaseu tenho letra feia,escrevo mal,leio o suficiente,mas ñ preciso ser burro.FALO EM NOME DOS BRASILEIROS
Andreia MartinsSim, eu tambem acho minha letra feia rs, mas em relação a leitura e a escrita, pode se ver exemplos precários, alunos do ensino médio que não entende o que ler, isto é o analfabetismo funcional!
Otavio Apenassim é um fato e ñ podemos dizer a culpa é do governo,façamos nós dar certo,e então teremos melhores fatos sociais para comentar,talvez ñ uma sociedade 100% equilibrada,pois estamos no capitalismo.Porém tudo nos conformes eticos e morais já ta legal.
A poesia é a arte da linguagem humana, do gênero lírico, que expressa sentimento através do ritmo e da palavra cantada. Seus fins estéticos transformaram a forma usual da fala em recursos formais, através das rimas cadenciadas.
As poesias fazem adoração a alguém ou a algo, mas pode ser contextualizada dentro do gênero satírico também.
Existem três tipos de poesias: as existenciais, que retratam as experiências de vida, a morte, as angústias, a velhice e a solidão; as líricas, que trazem as emoções do autor; e a social, trazendo como temática principal as questões sociais e políticas.
A poesia ganhou um dia específico, sendo este criado em homenagem ao poeta brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871), no dia de seu nascimento, 14 de março.
Castro Alves ficou conhecido como o “poeta dos escravos”, pois lutou grandemente pela abolição da escravidão. Além disso, era um grande defensor do sistema republicano de governo, onde o povo elege seu presidente através do voto direto e secreto.
Sua indignação quanto ao preconceito racial ficou registrada na poesia “Navio Negreiro”, chegando a fazer um protesto contra a situação em que viviam os negros. Mas seu primeiro poema que retratava a escravidão foi “A Canção do Africano”, publicado em A Primavera.
Cursou direito na faculdade do Recife e teve grande participação na vida política da Faculdade, nas sociedades estudantis, onde desde cedo recebera calorosas saudações.
Castro Alves era um jovem bonito, esbelto, de pele clara, com uma voz marcante e forte. Sua beleza o fez conquistar a admiração dos homens, mas principalmente as paixões das mulheres, que puderam ser registradas em seus versos, considerados mais tarde como os poemas líricos mais lindos do Brasil.
Por Jussara de Barros Graduada em Pedagogia Equipe Brasil Escola
Olá amigos, vou falar um pouco sobre uma das escritoras que gosto, falarei sobre a majestosa Clarice Lispector, far-lhe-ei uma pequena homenagem!
"Clarice Lispector" morreu dia 9 de Dezembro de 1977, no Rio de Janeiro, um dia antes do seu 57° aniversário.
"Eu escrevo sem esperança de que o
que eu escrevo altere qualquer coisa.
Não altera em nada... Porque no fundo
a gente não está querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar de um
modo ou de outro..."
Clarice Lispector.
BREVE BIOGRAFIA
Clarice Lispector nasceu em Tchetchenillk - Ucrânia, no dia 10 de dezembro de 1925. Os Lispector emigraram da Rússia para o Brasil no ano seguinte, tendo parado na Ucrânia somente para ter a filha Clarice, que nunca mais voltaria à pequena aldeia em que nascera. Fixaram-se em Recife, onde a escritora passou a infância. Órfã de mãe aos 12 anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Começou a escrever contos logo que foi alfabetizada. Entre muitas leituras, ingressou no curso de direito, formou-se e começou a colaborar em jornais cariocas. Casou-se com um colega de faculdade em 1943. No ano seguinte publicava sua primeira obra: Perto do coração selvagem, iniciado cerca de dois anos antes. A moça de 19 anos assistiu à perplexidade nos leitores e na crítica e a repercussão de um estilo "muito diferente" para a época. Seguindo o marido, diplomata de carreira, viveu fora do Brasil por quinze anos, onde se dedicava exclusivamente a escrever. Separada do marido e de volta ao Brasil, passou a morar no Rio de Janeiro. Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado. No mês seguinte, na véspera de seu aniversário, morria em plena atividade literária e gozando do prestígio de ser uma das mais importantes vozes da literatura brasileira.
OBRAS:
Perto do coração selvagem - romance - 1944
O Lustre - romance - 1944
A cidade sitiada - romance - 1949
Alguns Contos - 1952
Laços de família - contos - 1960
A maçã no escuro - romance - 1961
A legião estrangeira - contos e crônicas - 1964
A paixão segundo GH - romance - 1964
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres - romance - 1969
Felicidade clandestina - contos - 1971
A imitação da rosa - contos - 1973
Água viva - ficção - 1973
A via-crucis do corpo - contos - 1974
Onde estivestes de noite - contos - 1974
De corpo inteiro - entrevistas - 1975
Visão do esplendor - crônicas - 1975
A hora da estrela - romance - 1977
Para não esquecer - crônicas - 1978
Um sopro de vida - 'pulsações' - 1978
A bela e a fera - contos - 1979
A descoberta do mundo - crônicas - 1984
LIVROS INFANTIS:
O mistério do coelhinho pensante, 1967 A mulher que matou os peixes, 1969 A vida íntima de Laura, 1974 Quase de verdade, 1978 Como nasceram as estrelas, 1984
POEMAS:
A PERFEIÇÃO -
A LUCIDEZ PERIGOSA -
QUERO ESCREVER O BORRÃO VERMELHO DE SANGUE
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E hoje, nossa querídissima escritora ganha uma série de homenagens pelo Brasil neste sábado, 10. Se estivesse viva, Clarice Lispector completaria 91 anos de idade. Nascida na Ucrânia e criada no Recife, Clarice Lispector é um símbolo da literatura. Por este motivo, a editora Rocco nomeou este sábado, 10 de dezembro, como O Dia de Clarice Lispector. A estrela dos livros vai ganhar homenagens nas cidades de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Recife, entre outras. "A ideia não é exatamente inédita, mas queríamos ter um dia em que Clarice fosse lembrada", contou em entrevista o editor Paulo Rocco. Segundo informações da editora, para os fãs de Clarice Lispector é bom saber que vem por aí mais um título da coleção "Clarice na Cabeceira". O livro deve ser lançado em 2012. Seguindo com a programação de homenagens a Clarice Lispector pelo Brasil, em São Paulo o jornalista José Castello fala sobre seu recém-lançado "Clarice na Cabeceira - Romances", na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. No Rio de Janeiro, haverá uma conferência de José Miguel Wisnik, no Instituto Moreira Salles. Em Porto Alegre, Cíntia Moscovich e Cátia Simenon conversam sobre Os Tempos Sem Tempo de Clarice na Palavraria Livros e Cafés. E em Belo Horizonte, na Livraria Mineiriana, Aparecida Nunes falará sobre o trabalho jornalístico de Clarice Lispector. Via Facebook, a editora Rocco tem um perfil interativo que vai contar com homenagens de fãs de todos os cantos do Brasil.
Clarice Lispector, ou Haia Pinkhasovna Lispector, nasceu em Tchetchelnik, no dia 10 de dezembro dezembro de 1920. A escritora, naturalizada brasileira, nos deixou em 9 de dezembro de 1977.
Veja a notícia completa no site: http://www.ospaparazzi.com.br/celebridades/clarice-lispector-ganha-homenagens-por-todo-brasil-6501.html
Encontrei uma entrevista de Clarice Lispector no ano em que morreu (1977) pela TV CULTURA, muito interessante, vale à pena conferir...
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Olá amigos, estou passando aqui para compartilhar com vocês, meus queridos seguidores, amigos e visitantes, 4 poesias que li nesta semana, que me encantou deslumbrantemente a tão profundas e intensas palavras, postarei junto a imagens para ilustrá-las. Poesias de Almeida Garret, Ary Barroso e Álvares de Azevedo. Espero que gostem, e sintam algo diferente como senti quando estas tocaram minha alma...
QUANDO EU SONHAVA
Quando eu sonhava, era assim Que nos meus sonhos a via; E era assim que me fugia, ... Apenas eu despertava, Essa imagem fugidia Que nunca pude alcançar. Agora, que estou desperto, Agora a vejo fixar... Para quê? - Quando era vaga, Uma ideia, um pensamento, Um raio de estrela incerto No imenso firmamento, Uma quimera, um vão sonho, Eu sonhava - mas vivia: Prazer não sabia o que era, Mas dor, não na conhecia ...
Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas '
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GOZO E DOR
Se estou contente, querida, ... Com esta imensa ternura
De que me enche o teu amor?
– Não. Ai não; falta-me a vida;
Sucumbe-me a alma à ventura:
O excesso do gozo é dor.
Dói-me alma, sim; e a tristeza
Vaga, inerte e sem motivo,
No coração me poisou.
Absorto em tua beleza,
Não sei se morro ou se vivo,
Porque a vida me parou.
É que não há ser bastante
Para este gozar sem fim
Que me inunda o coração.
Tremo dele, e delirante
Sinto que se exaure em mim
Ou a vida – ou a razão.
Folhas Caídas, Almeida Garret.
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POR CASA DESSA CABLOCA
À tarde
Quando de volta da serra
Com os pés sujinhos de terra ... Vem a cabocla passar
As flores vão pra beira do caminho
Pra ver aquele jeitinho
Que ela tem de caminhar
E quando ela na rede adormece
E o seu seio moreno esquece
De na camisa ocultar
As rolas
As rolas
Também morenas
Cobrem-lhe o colo de penas
Pra ele se agasalhar
Na noite
Dos seus cabelos,
Os grampos são feitos de pirilampos
Que às estrelas querem chegar
E as águas dos rios
Que vão passando
Fitam seus olhos pensando
Que já chegaram ao mar
Com ela dorme toda a natureza
Emudece a correnteza
Fica o céu todo apagado
Somente com o nome dela na boca
Pensando nesta cabocla
Fica um caboclo acordado...
Pálida, à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
... Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar! Na escuma fria
Pela maré das águas embalada...
- Era um anjo entre nuvens d'alvorada,
Que em sonhos se banhava e se esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos, as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!
(Álvares de Azevedo)
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Olá queridos amigos, postarei agora duas poesias lindíssimas de nosso ilustríssimo e antológico Vinícius de Moraes, declamado por ele mesmo, por nossos gloriosos e digníssimos, Tom Jobim e Maria Bethânia.
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.
Soneto de Separação
Vinícius de Moraes
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
LITERATUAR
Olá queridíssimos amigos visitantes e seguidores, venho para lhes apresentar o meu novo grupo teatral LITERATUAR, composto por:
Andreia Martins Viana
Djalma da Cunha Pessata
Leila Fontes de Souza
Noêmia Maria de Fontes Silva
Fernanda da Silva Ferreira
Ariana Caldas Lima
Renner Parente da Silva Junior
Todos nós somos estudantes da FACULDADES INTEGRADAS SIMONSEN do curso de LETRAS, nosso tema central é a literatura, daí o nome LITERATUAR.
Mais especificações:
Problema
Por que tantas pessoas encontram dificuldades para interpretar um texto literário?
Justificativa
O projeto é resultado do interesse do grupo por literatura e teatro, havendo também a preocupação em tentar minimizar a questão levantada no item anterior.
Hipóteses
Muitas pessoas não conhecem a vida e o estilo de cada escritor. Além disso, há um certo desconhecimento de recursos linguísticos utilizados pelos escritores.
Objetivos
Levar ao público de uma forma agradável informações sobre a vida, a obra e o estilo de grandes autores da Língua Portuguesa, estimulando não só o gosto pela literatura como também pelo teatro. Abordar recursos linguísticos e fatos contextuais que tornem mais fácil a compreensão de certos textos literários.
Atividades
Produção de um vídeo sobre a vida e a obra de um grande escritor da Língua Portuguesa. O vídeo será conduzido por um apresentador. Interpretação teatral de textos ou fragmentos de textos do escritor abordado. As interpretações acontecerão em determinados momentos em que o vídeo se referir a temas comuns na obra do autor. Nesses momentos, o vídeo será pausado para que a teatralização aconteça.
Em breve serão postadas fotos do grupo, as peças serão agendadas a partir do ano de 2012.
domingo, 6 de novembro de 2011
Olá amigos, venho aqui deixar uma bela poesia e um video de nossa gloriosa Maria Bethânia, onde ela declama a poema " O Doce mistério da vida " de Fernando Pessoa, este video me emocionou muito, espero que gostem!
O Doce Mistério da vida
Poema do Menino Jesus Composição: Fernando Pessoa
Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como
uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra.
Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez
menino, a correr e a rolar-se pela erva
A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a
ouvir-se de longe.
Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra
fingir-se de Segunda pessoa da Trindade.
Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo
andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e
roubou três.
Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que
Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou
eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele
criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado
na cruz que há no céu e serve de modelo às outras.
Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro
raio que apanhou.
Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança
bonita, de riso natural.
Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças
d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece.
Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares,
e foge a chorar e a gritar dos cães.
Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha
graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as
bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia.
A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar
para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há
nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas
quando a gente as tem na mão e olha devagar para
elas.
Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo
que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois
com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no
degrau da porta de casa. Graves, como convém a um DEUS
e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo
e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair
no chão.
Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos
homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri
dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir
falar das guerras e dos comércios.
Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da
minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o
lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo
materno até Ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de
noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar,
põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho,
sorrindo para os meus sonhos.
Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais
pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua
casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e
humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu
tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu
brincar.